Nos últimos trinta anos a paisagem beirã sofreu transformações profundas, sobretudo por força da acção do poder local, que promoveu activamente a extensão da área "urbanizada", e devido à alteração na estrutura económica e produtiva, que registou acentuado decréscimo (cerca de 70%) da actividade agrícola e forte migração das aldeias para as cidades. A administração pública que pactuou com uma política fundiária assente no retorno financeiro das operações urbanísticas, não cuidando da organização territorial numa perspectiva integrada, refugia-se agora no conceito de "cidade alargada" para justificar a construção a eito, numa pulsão centrífuga de desmembramento das áreas consolidadas.
A expansão da Guarda e da Covilhã foi mais determinada pela topografia do que a de Castelo Branco. Não obstante, as três cidades apresentam zonamentos do solo urbano idênticos: